Arquivo da Categoria ‘Nós apoiamos’

04
abr
qua

Orgulho de ser vira-lata

Por Petjama Recco

Ele é ignorado e muitas vezes até abandonado pelo dono. Também costuma ser o último escolhido nas feiras de adoção. O mais suburbano dos cachorros, o vira-lata tem muita história pra contar. Fatos inclusive, que fariam qualquer pedigree sentir inveja. Por exemplo, você sabia que uma pesquisa realizada recentemente na Escócia mostra que o cão vira-lata é mais inteligente que os cães de raça pura? Isso mesmo, a pesquisa até sugeriu que eles fosse adotado como cão policial ao invés de treinar apenas o pastor alemão.

O vira-lata criado na rua, aquele, que todo mundo despreza, tende a ser mais esperto do que os cães de estimação. Sim, ele tem a malandragem de quem teve que aprender a se virar para comer, ter abrigo e ganhar a simpatia de um ou outro estranho por aí. Sem contar que ele também é mais resistente à doenças, fato que a genética também já comprovou em estudos.

Por esses e outros motivos que o vira-lata tem conquistado o coração e o quintal de tantas pessoas por aí. Eles chegam de fininho e mostram que são merecedores do nosso afeto, assim como qualquer cão com pedigree. Se você ainda tem algum preconceito com esses animaizinhos, lembre-se do mais importante: ele é tão carinhoso e companheiro quanto qualquer cão de raça. E para ganhar um sorriso seu, é capaz de muita travessura.

02_vira_lata_01

beneficios-cachorro-vira-lata

cachorro-vira-lata-9108

13
jan
sex

Motivos para se ter um pet

Por Petjama Recco

ADOO-D~1

O prestigiado The American Journal of Cardiology publicou um artigo, afirmando que a recuperação de cardíacos é mais rápida quando eles têm animais por perto. Segundo Hannelore Fucks, veterinária e doutora em psicanálise e psicoterapia, “o convívio com eles traz relaxamento e redução da pressão arterial”.

Já é comprovado que pessoas que têm animais de estimação são mais felizes e de bem com a vida. Os animais fazem com que seus donos passem tempo com eles, cuidem, dêem atenção e carinho e, assim, eles praticam mais o amor, além de se distrairem e se divertirem.

Claro que, antes de termos animais, devemos pensar bem, pois eles exigem tempo, atenção, cuidados e carinho, assim como um bebê. Animais não são objetos de decoração, ou consolo no fim do dia. Eles são seres vivos, carinhosos, dependentes e precisam de todos os cuidados, afinal eles não podem encher as tigelas de água e ração sozinhos, ou tomarem banho por conta própria. Assim, tudo isso deve ser levado em consideração: espaço físico, tempo para se dedicar a ele(s), dinheiro para se gastar com eles. Tendo tudo isso em vista, e tendo vontade de cuidar de uma vidinha que dependerá de você, então procure o seu pet.

Se possível, dê preferência à adoção, pois existem muitos cães e gatos que precisam de um lar, pois foram abandonados e, caso não sejam adotados, muitas vezes podem ser sacrificados. Pense com cosnciência e amor, e cuide de um pet. Com certeza, o amor será recíproco, afinal os pets, melhor do que ninguém, sabem retribuir o carinho e amor.

Encerramos este post com uma frase do livro “Marley e Eu”, de John Grogan: “Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com o nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto a porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo o seu rosto?”

15
set
qui

A matéria abaixo é tão emocionante que não poderia ficar de fora do nosso blog.  Retrata casos de superação e amor em Campinas, interior de São Paulo, que serviram de inspiração para a criação de uma ONG que faz um trabalho belíssimo com cães terapeutas, auxiliando crianças autistas e portadores de HIV naquela região.

Vamos colocá-la na íntegra para que vocês conheçam, já que retrata perfeitamente os benefícios que os animais levam para a vida de tanta gente.

Para maiores informações sobre o trabalho deles, acesse o endereço virtual da ONG ETEAC


Tratamento ajudou campineiro a ser o 1º autista a defender mestrado do Brasil

O primeiro autista a defender uma tese de mestrado do Brasil, Daniel Ribeiro Jansen Ferreira, de 33 anos, ganhou a labradora Luana há sete anos. O cão ajudou a melhorar a coordenação motora do campineiro e a relação dele com as pessoas. Aos poucos, Jansen, que tem Síndrome de Aspenger, uma forma que afeta menos o lado intelectual do paciente, passou a ganhar confiança e aprendeu a abraçar, o que não fazia antes de ter o animal. Depois de quatro anos, o estudante se formou em biologia na Unicamp em 2003 e dois anos depois defendeu uma tese de mestrado na mesma área.

20110913174351

Veja galeria de fotos dos cães terapeutas

Essa foi a inspiração para que a mãe dele, Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira, fundasse a ONG Ateac (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas), onde, uma vez por semana, 700 autistas recebem a visita de cães terapeutas, em três hospitais da cidade. Feliz com a evolução do filho levou Sílvia a sugerir o tratamento para outras pessoas. “Meu filho é autista de auto-atendimento e tinha os movimentos muito limitados, mas depois que ele ganhou o cão começou a sorrir, abraçar e brincar. Senti que isso deveria ser expandido para que outros pais pudessem ter a mesma alegria que eu”, disse a presidente da ONG.
20110913174359
Os trabalhos no local são feitos por 68 voluntários, com 63 cães. Exceto a psicóloga, todos os funcionários trabalham sem receber nada em troca, inclusive o adestrador e os três veterinários.

Durante o tratamento, os assistidos podem passar a mão, abraçar e fazer todo o tipo de carinho com os cães e até fazer atividades de agilidade, como pular através de bambolês. Mas o mais importante é a interação. A mãe de David de Jesus Dias, de 13 anos, Rosemeire de Jesus de Souza Oliveira disse que o filho teve um grande desenvolvimento social depois do início do tratamento. “Ele frequenta escola da Adacamp há cinco anos. Desde então ele passou a respeitar as pessoas, a ser mais calmo e dificilmente fica nervoso”, afirma Rosemeire.

A mãe de David disse que o filho tinha medo de alguns cachorros e maltratava outros. “Antes ele queria puxar as orelhas e pernas dos cachorros e de alguns ele tinha medo. Hoje ele só faz carinho e sente saudade quando fica alguns dias sem ir às aulas”, disse Rosemeire. Ela também lembrou uma situação triste do filho, que não se repetiu depois do início do tratamento. “Ele era muito impaciente e tinha muitas crises. Uma vez ele quebrou tudo dentro de casa, hoje isso não ocorre mais. Ele melhorou 90%”, afirmou a mãe de Deivid.

20110913174405

Resultado
O tratamento tem resultados imediatos. “Logo no primeiro contato com os cães, as pessoas geralmente já esboçam um sorriso. As mães falam que as crianças sentem saudade quando vamos embora”, diz a presidente da ONG. Mas as mudanças mais profundas podem ser vistas depois de um trabalho a longo prazo. “É um trabalho de formiguinha e a evolução vem com o tempo através dos gestos, do carinho e da alegria que eles demonstram”, completa Sílvia.

Cães
Os animais que fazem as visitas aos pacientes têm um tratamento especial. Antes de participarem das atividades da ONG, eles passam por uma análise para identificar se o cão não é bravo, nem está doente. Os selecionados também passam por adestramento e treinamentos de socialização. Além disso, todos devem estar com vacinação em dia e tomam banho antes de cada visita.

Doações
O projeto está em expansão, com propostas de hospitais de Valinhos, Vinhedo e Americana, mas não recebe verbas do Governo. A única fonte de dinheiro do projeto são as doações. Os interessados em contribuir financeiramente podem saber como no site da Afeac.

O telefone para informações sobre a ONG é o (19) 3287-7317.

20110913174411

Todos os créditos para: EPTV.com e Felipe Souza