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Tenha um pouco de fé

Por Petjama Recco

O texto a seguir foi encontrado na internet. Não sabemos ao certo quem escreveu, mas circula por sites de todo o mundo. Ele retrata a história real de um cachorro que superou dificuldades, e fez muita gente voltar a ter fé. Nós, do Petjama, esperamos que você também se inspire com essa história, e espalhe um pouco de fé por aí.

“Esta é a história de um cachorro que nasceu na véspera do Natal de 2002.

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Ele nasceu com 3 pernas – duas saudáveis e uma anormal, na frente, que teve de ser amputada. Certamente ele não conseguia andar quando nasceu. Até mesmo a sua mãe não o aceitou. Ele foi rejeitado e desdenhado. Seu primeiro dono também nem acreditou que ele sobreviveria. Assim sendo ele até pensou em eliminá-lo. Naquela época, sua atual dona, Jude Stringfellow, entrou em sua vida e desejou cuidar dele.

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Ela estava determinada a ensiná-lo e treiná-lo para andar por si só. Ela acreditava que só precisava de um pouco de FÉ. Por isso ela lhe deu o nome de “Faith” (= Fé). No começo ela colocava FAITH numa prancha de surf, para que ele sentisse os movimentos da água. Mais tarde lhe dava pasta de amendoim, numa colher, como um prêmio e recompensa por ter ficado ereto e saltar pela casa.

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Até outros cachorros da casa o ajudavam e o encorajavam a caminhar. Surpreendentemente, depois de apenas seis meses, como que num milagre, FAITH aprendeu a se equilibrar em suas duas patas traseiras e saltar se movendo para a frente. Depois de mais algum treinamento na neve, ele pode caminhar como um ser humano!

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Não importa para onde ele vai ele sempre atrai as pessoas à sua volta . Agora ele está ficando famoso no cenário internacional. Ele já apareceu em vários jornais e espetáculos de TV. Há, inclusive, um livro cujo título é “With a Little Faith” (Com um pouco de fé), publicado a seu respeito.

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Ele chegou a ser cogitado para aparecer num dos filmes de Harry Potter. Sua atual proprietária, Jude Stringfellow, deixou seu trabalho e carreira como professora, para levá-lo através do mundo, para orar: “mesmo sem um corpo perfeito, alguém pode ter uma alma perfeita.”

A fé é a demosntração contínua da força da vida.

Espero que essa mensagem refresque e traga novos pensamentos para todos, e que todos possam apreciar e agradecer pela vida bela que sempre continua.

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15
set
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A matéria abaixo é tão emocionante que não poderia ficar de fora do nosso blog.  Retrata casos de superação e amor em Campinas, interior de São Paulo, que serviram de inspiração para a criação de uma ONG que faz um trabalho belíssimo com cães terapeutas, auxiliando crianças autistas e portadores de HIV naquela região.

Vamos colocá-la na íntegra para que vocês conheçam, já que retrata perfeitamente os benefícios que os animais levam para a vida de tanta gente.

Para maiores informações sobre o trabalho deles, acesse o endereço virtual da ONG ETEAC


Tratamento ajudou campineiro a ser o 1º autista a defender mestrado do Brasil

O primeiro autista a defender uma tese de mestrado do Brasil, Daniel Ribeiro Jansen Ferreira, de 33 anos, ganhou a labradora Luana há sete anos. O cão ajudou a melhorar a coordenação motora do campineiro e a relação dele com as pessoas. Aos poucos, Jansen, que tem Síndrome de Aspenger, uma forma que afeta menos o lado intelectual do paciente, passou a ganhar confiança e aprendeu a abraçar, o que não fazia antes de ter o animal. Depois de quatro anos, o estudante se formou em biologia na Unicamp em 2003 e dois anos depois defendeu uma tese de mestrado na mesma área.

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Veja galeria de fotos dos cães terapeutas

Essa foi a inspiração para que a mãe dele, Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira, fundasse a ONG Ateac (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas), onde, uma vez por semana, 700 autistas recebem a visita de cães terapeutas, em três hospitais da cidade. Feliz com a evolução do filho levou Sílvia a sugerir o tratamento para outras pessoas. “Meu filho é autista de auto-atendimento e tinha os movimentos muito limitados, mas depois que ele ganhou o cão começou a sorrir, abraçar e brincar. Senti que isso deveria ser expandido para que outros pais pudessem ter a mesma alegria que eu”, disse a presidente da ONG.
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Os trabalhos no local são feitos por 68 voluntários, com 63 cães. Exceto a psicóloga, todos os funcionários trabalham sem receber nada em troca, inclusive o adestrador e os três veterinários.

Durante o tratamento, os assistidos podem passar a mão, abraçar e fazer todo o tipo de carinho com os cães e até fazer atividades de agilidade, como pular através de bambolês. Mas o mais importante é a interação. A mãe de David de Jesus Dias, de 13 anos, Rosemeire de Jesus de Souza Oliveira disse que o filho teve um grande desenvolvimento social depois do início do tratamento. “Ele frequenta escola da Adacamp há cinco anos. Desde então ele passou a respeitar as pessoas, a ser mais calmo e dificilmente fica nervoso”, afirma Rosemeire.

A mãe de David disse que o filho tinha medo de alguns cachorros e maltratava outros. “Antes ele queria puxar as orelhas e pernas dos cachorros e de alguns ele tinha medo. Hoje ele só faz carinho e sente saudade quando fica alguns dias sem ir às aulas”, disse Rosemeire. Ela também lembrou uma situação triste do filho, que não se repetiu depois do início do tratamento. “Ele era muito impaciente e tinha muitas crises. Uma vez ele quebrou tudo dentro de casa, hoje isso não ocorre mais. Ele melhorou 90%”, afirmou a mãe de Deivid.

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Resultado
O tratamento tem resultados imediatos. “Logo no primeiro contato com os cães, as pessoas geralmente já esboçam um sorriso. As mães falam que as crianças sentem saudade quando vamos embora”, diz a presidente da ONG. Mas as mudanças mais profundas podem ser vistas depois de um trabalho a longo prazo. “É um trabalho de formiguinha e a evolução vem com o tempo através dos gestos, do carinho e da alegria que eles demonstram”, completa Sílvia.

Cães
Os animais que fazem as visitas aos pacientes têm um tratamento especial. Antes de participarem das atividades da ONG, eles passam por uma análise para identificar se o cão não é bravo, nem está doente. Os selecionados também passam por adestramento e treinamentos de socialização. Além disso, todos devem estar com vacinação em dia e tomam banho antes de cada visita.

Doações
O projeto está em expansão, com propostas de hospitais de Valinhos, Vinhedo e Americana, mas não recebe verbas do Governo. A única fonte de dinheiro do projeto são as doações. Os interessados em contribuir financeiramente podem saber como no site da Afeac.

O telefone para informações sobre a ONG é o (19) 3287-7317.

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Todos os créditos para: EPTV.com e Felipe Souza

02
set
sex

Ser cachorreiro

Por Petjama Recco

Cachorros
Você sabe o que é um cachorreiro? Encontramos na internet esse texto, sem autoria conhecida, e queríamos compartilhar com vocês. Ele reflete o sentimento e a rotina que só quem ama os animais pode entender.




Quem é cachorreiro já nasce cachorreiro. É algum gene recessivo e
misterioso que aparece numa criança de uma família onde, às vezes, só lá um ou outro gosta de cachorro.

O primeiro sintoma surge cedo, naquele dia em que a criança interrompe a paz de um almoço no lar e faz os pais engasgarem com o insólito pedido:

– Quero um cachorro!

Pronto, começou o inferno dos pais e do mini-cachorreiro. É logo levado a uma magnífica loja de brinquedos, podendo escolher o que quiser, desde uma bicicleta até aquele carrinho cheio de luzes e sirenes.

– Quero um cachorro!

Ganha o carrinho e mais um monte de presentes, para ver se esquece do cachorro. Mas não tem jeito. Ganha tartaruga, jabuti, periquito, canário e até um hamster, mas nada disso satisfaz a ânsia de cachorreiro que já nasce em sua alma numa intensidade que assusta toda a família.

Se der sorte, ganha seu primeiro cachorro. Se não, vai ter mesmo que
esperar crescer.

Aí, enfim, livre das amarras familiares, começa a mergulhar fundo na
criação. Vem a primeira fêmea, o sufoco do primeiro parto, o
acompanhamento dos filhotes, o medo da parvo, da corona e, assustado, resolve:

– Não fico com nenhum!

A ninhada cresce, começa a reconhecer o dono, a abanar o rabinho e pronto!

A decisão, antes inabalável, sofre o primeiro impacto. Daí a uns dias, a resolução já é outra:

– Não me desfaço das fêmeas; só saem os machos!

Começou sua longa jornada de cachorreiro através deste mundo-cão. Daí para frente, passa a vida trocando jornais, fazendo vigília ao lado das cadelas que estão para parir ou dando remédio aos filhotes mais fracos. O cachorreiro vai se afastando do mundo dos homens e admite mesmo:

– Não gosto de gente…

Programa de cachorreiro é visitar ninhada dos outros, pegar cachorro no aeroporto, levar às exposições ou pendurar-se no telefone para conversar com seus amigos cachorreiros… sobre cachorros. No começo, criar uma raça só já o satisfaz, mas logo dá aquela vontade de
experimentar outra e lá vai ele pela vida afora, em meio a muitas raças e muitos cães.

As compras de um cachorreiro também são diferentes das compras de um ser humano comum: shampoos, cremes, óleos, gaiolas, enfeites… mas tudo para cachorro. Se algum amigo viaja para o exterior e cai na asneira de perguntar:”Quer que traga alguma coisa para você?”, recebe logo as mais estranhas encomendas: máquina de tosa, lâminas, escovas, pentes… e tudo para cachorro.

Casa de cachorreiro é toda engatilhada, cheia de grades aqui e ali,
protegendo portas e janelas. A decoração muitas vezes fica prejudicada com a presença de gaiolas e caixas de transporte na sala e nos quartos. Mas o cachorreiro não está nem aí e, como quem freqüenta casa de cachorreiro é cachorreiro também, ninguém liga mesmo.

O carro do cachorreiro também não pode ser qualquer um. De preferência um utilitário com bastante espaço interno para caberem os cachorros e as tralhas todas nos dias de exposição. Banco de passageiros não é tão necessário, mas o espaço é indispensável.

Cônjuge de cachorreiro tem que ser cachorreiro também, ou a união pode sofrer sérios abalos e quando chega aquela hora fatídica, no meio de um bate-boca, em que o outro dá o ultimátum: “Ou os cachorros ou eu!”, o cachorreiro certamente vai optar pelos cachorros.

Velhice de cachorreiro é cheia de preocupações.

– Vou morrer, e quem cuida dos meus cachorros?

Resolve, então, não criar mais nada e reza para que todos os seus cães partam antes dele, mas o coração não agüenta e, daqui a pouco, arranja outro filhote para cuidar, estribado na promessa de alguém que garante ficar com o cachorrinho em caso de morte do cachorreiro.

E, como ser cachorreiro é ‘padecer no Paraíso’, acredito que o bom Deus, na sua infinita misericórdia e eterna sabedoria, já tenha providenciado um céu só para os cachorreiros onde eles, junto com todos os seus cães, seus amigos cachorreiros, juízes, veterinários, etc., possam, enfim, levar uma vida tranqüila e cheia de paz.

Mas, como muita tranqüilidade acaba ficando monótono, logo o cachorreiro fica espiando de longe o mundo dos homens, cheio de saudade, já pensando em voltar para cá e começar tudo de novo.